E esse tal de detox

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Termo que vem sendo fortemente empregado na mídia e por alguns profissionais da Saúde, o “detox” foi criado para se referir a determinadas dietas ou alimentos que supostamente auxiliariam na limpeza e desintoxicação do organismo por meio da eliminação de substâncias prejudiciais à saúde (toxinas), contribuindo para um maior equilíbrio e bem estar.
Geralmente as dietas detox pregam a retirada de diversos itens da rotina alimentar, como alimentos industrializados e refinados, laticínios, frituras, açúcares, adoçantes, glúten, cafeína e álcool. Por outro lado, incentivam o consumo de verduras, legumes, frutas e cereais integrais, que são importantes fontes de vitaminas, minerais e fibras, os quais proporcionam diversos benefícios ao nosso corpo.
Há também os muito populares sucos detox, com promessas não só de desintoxicação, mas também de emagrecimento, por conterem alguns ingredientes ditos termogênicos. Alguns componentes bastante frequentes nas receitas são a couve, o gengibre, a maçã e a hortelã.
Mas afinal, a pergunta que não quer calar: tudo isso funciona ou não?
Não existem de fato evidências científicas que comprovem os efeitos citados, tanto no caso da dieta como dos sucos. Convém ainda lembrar que as toxinas são naturalmente eliminadas pelo nosso organismo, independentemente da alimentação, pelos rins, fígado e trato gastrointestinal. Se isso não ocorresse, elas se acumulariam em nosso corpo, o que seria letal.
Portanto, é importante ressaltar que, ao contrário do que muitas pessoas acreditam, tomar um suco detox ou iniciar uma dieta detox naquela segunda feira pós um final de semana de abusos alimentares, não ameniza a situação. Mas embora não haja efeitos no que se diz respeito à desintoxicação, com certeza haverá benefícios para a saúde em uma alimentação com menos produtos industrializados, que priorize o consumo de frutas, verduras, legumes, grãos integrais e laticínios magros e com quantidades moderadas de gorduras, açúcares, adoçantes, cafeína e álcool. Os sucos ainda podem ser uma forma diferente de inserir no cardápio alimentos e nutrientes que diversas pessoas não costumam incluir com frequência em sua rotina.

Agite(-se) antes de beber

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Pra refletirmos um pouco mais, em tempos de pacotes, caixinhas e potes.
Faça escolhas saudáveis, por seus filhos e por você.




Entenda mais sobre açúcares

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Muitas pessoas têm dúvidas na hora de escolher um tipo de açúcar, pois não sabem exatamente a diferença entre as diferentes variedades disponíveis do mercado.
Em resumo, além de diferenças no sabor e na cor, quanto mais escuro o açúcar, maior a quantidade de vitaminas e minerais e a proximidade do estado bruto. A cor branca significa que o açúcar recebeu aditivos químicos no processo de fabricação, havendo perda nutrientes.
Todos os açúcares, com exceção das versões light, contêm a mesma quantidade de calorias, ou seja, cerca de 4kcal por grama (400kcal por 100g).
Para esclarecer o tema mais detalhadamente, segue abaixo uma lista com os tipos de açúcar e suas respectivas características:

Açúcar mascavo: É o açúcar bruto, escuro, úmido e de sabor acentuado. Não passa pelo processo de refinamento, conservando vitaminas e sais minerais.

Açúcar demerara: É um tipo de açúcar cristal que passa por um refinamento leve. É mais escuro por não passar pelo processo de branqueamento, sendo isento de aditivos químicos. Seus grãos tem cor caramelo e são levemente úmidos por conta do elevado teor de melaço que envolve os cristais. De sabor acentuado, apresenta valores nutricionais similares ao do açúcar mascavo e maior concentração de sacarose.

Açúcar cristal: Passa por menos etapas no processo de fabricação e por isso possui cristais grandes e transparentes, difíceis de serem dissolvidos em água. Passa apenas por um refinamento leve, mas perde 90% das vitaminas e sais minerais.

Açúcar orgânico: É o açúcar cristal produzido a partir da cana orgânica, cultivada por meio de técnicas naturais sem uso de fertilizantes químicos. Não recebe ingredientes artificiais em nenhuma etapa do ciclo de produção e é mais grosso e escuro que o açúcar refinado.

Açúcar refinado: Obtido a partir da purificação do açúcar cristal, é mais branco e possui grãos finos e não definidos. Por isso absorve menos umidade, não empedra, tem alta capacidade de dissolução e facilidade de mistura, sendo o tipo mais comum no mercado. No entanto, vitaminas e minerais são perdidos no processo.

Açúcar de confeiteiro: Porção mais fina obtida a partir do açúcar refinado. Permite uma excelente mistura, sendo indicado para fazer glacês e coberturas.

Açúcar light: É uma combinação entre o açúcar refinado e um ou mais tipos de adoçantes, com o poder de adoçar de duas a cinco vezes mais que o açúcar comum. Sendo assim, deve ser utilizado em menor quantidade, com indicação para pessoas com restrição calórica ou para quem se preocupa com a saúde sem querer abrir mão do sabor do açúcar. Não indicado para diabéticos.