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Dúvida do leitor: Pó de guaraná

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O guaranazeiro (Paullinia cupana) é uma planta originária da Amazônia, que produz o fruto conhecido como guaraná. Normalmente este é comercializado na forma de pó, sendo sua semente finamente triturada, moída ou pilada após secagem.
O guaraná em pó é rico em cafeína, cujo teor pode variar conforme a procedência da matéria-prima e métodos de cultivo e secagem. Em comparação com o pó de café, seu teor médio de cafeína pode ser até quatro vezes maior.
A cafeína é absorvida muito rapidamente pelo trato gastrointestinal, sendo a concentração sanguínea máxima atingida cerca de 1 hora após sua ingestão. Quando consumida em doses moderadas, provoca aumento do estado de vigília, diminuição da sonolência, alívio da fadiga, sensação de bem estar, aumento da frequência cardíaca, do metabolismo e da diurese. Em altas doses pode causar nervosismo, agitação, tremores, palpitações, insônia e desidratação. Vale ressaltar que o consumo excessivo dessa substância pode causar dependência psíquica e síndrome de abstinência. A cafeína pode, ainda, aumentar a disponibilidade de ácidos graxos livres para o músculo, resultando em um aumento da oxidação de gordura durante o exercício. Isso pouparia o glicogênio muscular e retardaria a fadiga.
Visto que os efeitos da cafeína perduram por 6 horas em média, o consumo do pó de guaraná deve ser evitado já algumas horas antes de dormir, a fim de não prejudicar o sono; caso contrário pode ocorrer indisposição e cansaço ao acordar. Além disso, o guaraná é contra indicado para crianças, gestantes e indivíduos que sofrem de problemas cardíacos.
É importante salientar que, pelo fato de o guaraná em pó ser considerado uma importante fonte de cafeína na dieta, seu consumo deve ser cuidadosamente controlado entre seus consumidores, já que a sua associação com demais produtos que contêm cafeína (como café, chás, chocolate e alguns refrigerantes) pode resultar numa ingestão diária excessiva dessa substância.

Dúvida do leitor: Dieta para hemocromatose

sábado, 19 de março de 2011

A hemocromatose é um transtorno que interfere no metabolismo do ferro provocando grande acúmulo desse elemento no organismo. O controle de sua quantidade no nosso corpo é basicamente dependente da absorção intestinal, sendo que não há nenhum mecanismo fisiológico para eliminar o ferro em excesso, a não ser por conta da perda mínima do mineral decorrente da perda de células ou da perda de sangue durante a menstruação.
O excesso de ferro resulta em danos teciduais e prejuízo funcional dos órgãos envolvidos, especialmente fígado, pâncreas e coração. Alguns sinais e sintomas da hemocromatose são: dor nas articulações, fadiga, fraqueza, perda de peso, dor abdominal, problemas cardíacos e hepáticos, diabetes, entre outros.
Uma dieta restritiva em ferro parece contribuir muito pouco na redução da concentração desse mineral no organismo, além de muitas vezes ser de difícil manutenção. Sendo assim, não é necessário excluir totalmente os alimentos ricos em ferro da dieta, mas alguns cuidados podem ser tomados, como vemos a seguir:

- Cozinhar e armazenar os alimentos em utensílios de materiais não metálicos, como cerâmica ou vidro, para evitar a liberação de ferro nos alimentos
- Evitar o consumo de bebidas alcoólicas
- Não ingerir suplementos vitamínicos ou comprimidos que contenham ferro
- Não consumir frutos do mar crus, pois podem conter a bactéria Vibrio vulnificus, que pode ser fatal para pessoas com excesso de ferro
- Evitar alimentos industrializados enriquecidos com ferro
- Equilibrar o consumo de carnes e feijões (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, soja, etc)
- Consumir café, chás escuros (preto, mate e verde) ou leite nas refeições, pois diminuem a absorção do ferro
- Evitar o consumo de alimentos ricos em vitamina C (morango, kiwi, acerola, laranja, limão, etc) em conjunto com alimentos ricos em ferro, pois ela auxilia na absorção do mineral

Dúvida do leitor: Como melhorar a absorção do ferro

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Depois do post Cálcio x Ferro, a leitora Débora fez a seguinte pergunta:

"Eu já li que, por outro lado, a vitamina C ajuda na absorção do ferro. Você poderia dar exemplos de boas e más combinações com o objetivo de melhorar a absorção de ferro?"

Antes de mais nada, é importante saber que o ferro é encontrado nos alimentos sob duas formas: ferro heme, encontrado nas carnes, e ferro não heme, presente nos vegetais. Entre esses dois tipos, o heme é o que tem melhor absorção pelo organismo, sendo o não heme pouco absorvido. Considerando-se tal fato, é importante que pessoas vegetarianas façam sempre um acompanhamento para evitar o surgimento de anemia, sendo que a suplementação de ferro pode ser necessária.
Dito isto, vamos então responder a dúvida em questão:

O que se deve fazer

- Procurar consumir carne diariamente, pois além de ser um alimento rico em ferro, ajuda também a aumentar a absorção do ferro não heme
- Incluir alimentos ricos em vitamina A (fígado, cenoura, abóbora, pimentão, tomate, alface, etc) na refeição
- Consumir uma fruta rica em vitamina C (laranja, caju, morango, kiwi, etc) como sobremesa
- Cozinhar os alimentos em utensílios feitos de ferro

O que não se deve fazer

- Consumir alimentos ricos em ferro junto com alimentos fonte de cálcio (leite, queijos, iogurte, etc)
- Ingerir chás escuros (preto, mate e verde) ou café em refeições com alto teor de ferro

Se assim como a Débora você também tem alguma dúvida, mande seu e-mail! Quem sabe sua dúvida também não vira um tópico?
Até a próxima!

Dúvida do leitor: Líquidos nas refeições

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A ingestão de líquidos durante as refeições não é proibida, contanto que seja em quantidade moderada: a recomendação é de no máximo 200ml (um copo pequeno).
Quando ingerimos excesso de líquido com a comida, ocorre diluição do suco gástrico, o que pode prejudicar a digestão. Além disso, uma alta ingestão de líquidos pode ser associada a um menor tempo de mastigação do alimento, uma vez que o líquido ajuda a "empurrar" a comida. Esse é outro fator que prejudica a digestão, e também a absorção de nutrientes.
Atualmente sabe-se que as mudanças nos padrões dietéticos, caracterizadas pelo maior consumo de carboidratos simples presentes em bebidas ricas em açúcar, têm sido associadas a um aumento na incidência de obesidade. Portanto devemos evitar o consumo de líquidos calóricos, os quais podem fazer com que as refeições acabem contendo excesso de calorias sem nem mesmo nos darmos conta; e é aí que acabamos ganhando peso. Prefira sobretudo consumir água, e evite refrigerantes, refrescos ou bebidas alcoólicas, que são ricos em calorias. Bebidas contendo cafeína em sua composição (café, refrigerantes à base de cola, chá preto, verde e mate) prejudicam a absorção de nutrientes como o cálcio, e por isso também devem ser evitadas durante as refeições.
Quem possui problemas como refluxo e gastrite realmente devem evitar os líquidos durante as refeições, uma vez que uma refeição que fica muito líquida tem maior facilidade de refluir quando ocorre contração do estômago. Por outro lado, em alguns casos a ingestão líquida com a comida é altamente recomendável, como acontece nos pacientes que apresentam pouca produção de saliva (pacientes em tratamento de câncer por exemplo). Se essas pessoas não tomarem algum líquido ao comer a deglutição fica muito prejudicada.

Dúvida do leitor - Cardápio saudável

sexta-feira, 10 de julho de 2009


"Você podia postar um exemplo de um cardápio saudável durante uma semana? Tenho muitas dúvidas de como variar as comidas quando estou em dieta e acabo achando muito chato comer sempre a mesma coisa."

Primeiramente, precisamos tirar da cabeça a idéia de que dieta é apenas sinônimo de regime. Uma dieta, na verdade, é nada mais que a nossa alimentação do dia-a-dia. Ou seja, ela deve sempre incluir todos os grupos e tipos de alimentos, apenas com adequações de quantidade e de acordo com o estado de saúde do indivíduo. A única diferença entre a nossa alimentação rotineira e a alimentação quando estamos tentando emagrecer, é realmente a quantidade.
Sendo assim, em ambos os casos, jamais a dieta deve ser chata e monótona; pelo contrário: ela deve ser a mais variada possível, pois somente assim conseguimos ingerir todos os nutrientes de que nosso organismo necessita para funcionar bem.
Como cada pessoa tem uma necessidade diferente, não convém colocar aqui um cardápio; para isso realmente é recomendável uma consulta com um nutricionista. Caso seja de interesse, favor entrar em contato no e-mail ao lado.
Uma dica que pode ser dada para quem quer ter uma noção melhor de como se alimentar bem, é visualizar a pirâmide alimentar (abaixo), cuja base contém os alimentos que devem ser mais consumidos (grupo dos pães, massas e cereais) e o topo os que devem ser menos consumidos (óleos, gorduras e doces). Para variar a alimentação, sempre pode-se fazer substituições de um alimento de um determinado grupo por outro que seja desse mesmo grupo. Por exemplo: no grupo das leguminosas, pode-se substituir o feijão por ervilha.

Dúvida do leitor - Chá branco

quinta-feira, 2 de julho de 2009


Outro chá cujo consumo também está na moda e que não foi citado aqui é o chá branco.
Respondendo então à dúvida de um leitor, vamos falar um pouco mais sobre ele. A pergunta foi:


- Ouvi falar bastante do chá branco que parece ser o novo chá da moda. Na teoria ele é mais potente do que o chá verde, isso é verdade?

O chá branco difere do chá verde pois, apesar de serem provenientes da mesma planta, a Camellia sinensis, o primeiro é retirado antes que as flores desabrochem e quando os brotos ainda permanecem protegidos por pêlos finos. Por consequência, a quantidade de nutrientes ativos presentes é maior.
A diferença na hora da colheita da erva muda também o sabor do chá, que tem um gosto mais doce e suave.
Outra diferença que podemos observar entre os dois chás é o custo mais elevado do chá branco, já que ele só é colhido uma vez por ano, o que o torna mais raro.
Em termos de benefícios para a saúde, tanto o chá branco quanto o chá verde parecem ter o mesmo efeito no organismo como um todo. Na literatura ainda há controvérsias sobre um possível efeito antioxidante superior do chá branco.
Devemos lembrar que, assim como o chá verde, o chá branco também contém cafeína em sua composição, devendo-se limitar seu consumo a 1 a 2 xícaras por dia.